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Nov 1, 2006
cafeh.

Oo.

doo_


“Doo do doo do doo do doo
Do doo do doo

When you come near to me
I go away
What is not clear for me
I go away
What is not here for me
I go away
I go away
I go away (…)”


- “Um pouco de café, senão eu sufoco.”-

 

 

...doo_


Gostei do café, gostei mesmo, do café que você fez/preparou, forte e ligeiro, escuro e misturado como as luzes de um puteiro, mas isso pouco importa quando o cinza das horas nos interpela. É tempo de acordar para ver o mundo girar em espirais, de um(a) cor_ação. Ou de várias cores, em múltiplas ações. Bastaria uma afecção, mas até isso em nosso instante fugidio nos é negado. O nosso instante nos é negado. Falar de tempo sem falar de espaço, que aberração insólita. Apesar das afecções, e digo isso no plural, pois não há afecção que seja, no singular, há afecções que singularizam, o que é bem diferente, a bem-dizer da_diferença. Da sutil diferença nossa de todos os dias, ou de raridades póstumas, mas nunca tardias, do infinitesimal de Tarde a um pôr do sol de fim de tarde, unindo-nos aos que nos escapam, aos que acontecem, e, no entanto não são cabíveis de registro, no dia-a-dia-cotidiano de quase nunca. “We're like dreamers, in nice colors Childlike__, dreamers Underwater(…)” Sonhar_acordado_acordando, em cores primárias que se misturam no tubo lusco-fusco refletido na borra de café. É preferível tentar adivinhar o futuro a interpretá-lo. Uma heurística a uma hermenêutica. Da incompreensão, pois tal como o Bigode, prefiro o canto dos pássaros a um Kant uníssono_fanho, imperativo_de_morte. Prefiro G que nunca freqüentou uma Universidade e que junto a D queria tudo menos uma Escola. Prefiro um devir_criOnça_hiperativa, sem ritalina, é claro_, dando piruetas e giros sufis, dervishe_nijinski_ninjutsu, de uma fragilidade absoluta, e de uma afirmação na potência de agir também absoluta. Um Borges desprovido de olhos e de tato, mas com língua e olfato apuradíssimos a pedir por mais uma xícara de café. Por favor, não cesse de nos abastecer com café nesta miríade repleta de ausências, falhas de memória, quebras de decoro, dentro e fora da Biblioteca de Babel. Café escuro, pois café _claro é chá(to).

 

Childlike__


Chegamos até aqui, tateando, mancando, e com quem viemos? Não conseguimos arrastar a multidão. Pior, eles nem nos amam, nem nos odeiam. A indi(e)ferença aqui neste pedacinho de terra, nesta ilha virtual, uma Tortuga entre tantas, tipo um orkut-putzgrillah. Um pirata certa vez gritou: “Terra a vista!”, e um outro respondeu: “que se dane, não temos dinheiro. Vamos tentar no crediário”. Pois bem, estamos moídos, sem reação diante dessa tremenda liquidação. Liquidação de espaços-tempo, de campos de afecção, de experiência. Prefiro as ações à reação, apesar de que é bem por causa de certas ações, e não de outras, que o imperialismo cresce desenfreado, a passos largos. Antes eram os deuses ativistas, hoje, quiçá, os acionistas. Derrotaram os alckimi(n)stas, mas não conseguiram roubar deles o segredo da transmutação de algo em algo-outro. Como pode? Aliás, interessa-nos tanto o que pode, como o que não pode, pois traçar um caminho entre impossibilidades, é o mesmo que parar numa esquina para tomar um café entre os camaradas.

 


Posted at 08:24 pm by rfelipe

Filipe
November 26, 2006   02:52 PM PST
 
Este sítio é interessante.. gostei de tê-lo descoberto. E esses dizeres, me parecem por demais intligentes.
Grande abraço, e saiba que ganhaste mas um leitor.
 

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