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Sabemos que o conceito de saúde tem o seu território ampliado pela força da fragilidade, que Deleuze soube bem destacar em figuras notáveis como Nietzsche, Spinoza, Bergson, que contavam com uma saúde, digamos, assaz delicada, da qual extraíram uma potência criadora-produtiva intensa e contagiante, potência de afirmação da Vida enquanto movimento instituinte contínuo, que engloba por imanência inclusive o seu desfecho final, a morte. Entendamos, pois, a saúde não como um estado a ser alcançado, ou conservado, mas sim, enquanto movimento de afirmação da Vida. E a doença, também como um modo de vida, só que diferente, segundo as contribuições de Canguilhem, que trouxe novo fôlego a esta discussão. Médico de formação, e antes disso filósofo e professor, Canguilhem exerceu a medicina propriamente dita apenas quando a França esteve envolvida nos acontecimentos da II Guerra Mundial. Integrado ao Movimento de Resistência, durante este período ele socorreu inúmeros camaradas feridos nas frentes de guerrilha contra a ocupação. (to be continued...) |
| André Valença December 20, 2006 06:39 AM PST A doença tmbém quer afirmar a vida, indicando, ao seu contrário, um limite. Uma parada no tempo da vida: eis o que é uma doença... é claro que podemos tomar uma outra condução mesmo que esta vá numa direção distinta ao planejado... | ||
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