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Conexões entre desejo, política, arte e cotidiano:
.:Esquema (de) disparador, ou dispositivo de ação:. "É preciso falar da criação como traçando seu caminho entre impossibilidades". (Gilles Deleuze)
Fazer micropolítica! (Teremos como norteador o paradigma ético-estético-político, elaborando estratégias e táticas de Micropolítica, conforme nos inspira Guattari, referindo-se aos efeitos de subjetivação, conjunto de fenômenos e práticas capazes de ativar estados e alterar conceitos, percepções e afetos, ou seja, modos de pensar-agir-sentir, produzindo diferença.). Pela visão macropolítica as soluções só se dão no campo das políticas públicas, apenas no mundo das formas, dos significados postos, que são geradores de um paternalismo e de uma relação de dependência que nos aprisiona no mundo isolado de uma burocracia tão distante, inalcançável e inabalável. É preciso abandonar, sair, fugir do julgo paternalista, oriundo de leituras tristes e equivocadas de um marxismo radical, "a tomada de consciência", a "constatação" são termos que fizeram história, que fizeram parte de uma história, mas que hoje estão, há muito, ultrapassados, dadas as velocidades de nossa contemporaneidade tardia. Tal ordenação instituiu toda uma tipologia em dicotomias: sujeito e sociedade, uma divisão de classes com fronteiras intransponíveis. Eis uma espécie de paternalismo que nos conecta com paixões tristes (a la Spinoza), estamos sempre à espera de algo: Esperamos muito de um papai, do governo, das entidades de classe... sempre de braços cruzados, ou melhor seria, atados? Esperamos destes a solução para os nossos problemas, mas somos nós mesmos que inventamos os nossos problemas, e sabemos como ninguém quais as melhores maneiras de sairmos de um problema. O importante é sair de um problema, inventando outros, outras saídas, outros modos... Cabe o alerta de Bergson, ampliado por Deleuze, quando estes nos dizem que temos de trabalhar com prudência, pois o efeito de um falso problema é muito mais avassalador do que o efeito de uma resposta errada/falsa a um problema. É necessário trabalharmos numa espécie de geografia política do povoamento, ou como queiram, uma geografia dos afectos (D&G), que é um dos muitos nomes possíveis para designar o plano de imanência que constitui a Esquizoanálise. É preciso trabalhar por alianças e conexões, buscando de fato as conexões que ampliem traçados, que elasteçam linhas de toda espécie, com as quais nos movimentamos. Trabalhamos com uma conexão ampliada de saúde, que se conecta às idéias de Canguilhem, para quem saúde é movimento (doença, por sua vez, é uma espécie de movimento de saúde diferente). E aqui vemos claramente uma primeira distinção entre instituído e instituinte. Temos a idéia equivocada de que a saúde é um estado a ser alcançado, quando na realidade, a saúde é um efeito de lutas árduas, de constantes batalhas, de um movimento e um embate de forças de todo tipo. Nossas moléculas, aos bandos, digladiam sem cessar. A idéia de movimento aqui se faz necessária. Nem todo grupo faz um movimento, e a existência de um grupo também não garante o surgimento de um coletivo. Um grupo pode consistir apenas em um aglomerado de indivíduos, indivisos, competitivos, fechados em seu mundinho, e em suas questões pessoais. O coletivo se institui entre as questões individuais e coletivas, neste espaço fronteiriço através do qual circulam poderes, afectos, idéias, conceitos. (...) _r.feli_pe. |
| André Valença April 27, 2007 03:57 PM PDT instigante!!! | ||
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